Formação dos Educadores Agrários - PROJOVEM Campo/CE


Na manhã da sexta-feira (16/4), ocorreu o encerramento da I Formação dos Educadores Agrários, no Centro de Treinamento e Extensão (CETREX), que iniciou na segunda (12/4). O eixo temático debatido, ao longo do evento, foi a Agroecologia e a Agroflorestas - que se confirmam como estratégias para o desenvolvimento rural, com mais sustentabilidade econômica, social e ambiental.

A capacitação foi realizada pelo Instituto de Desenvolvimento do Trabalho (IDT), Universidade Federal do Ceará (UFC) e Gabinete do Governador, com o apoio da Secretaria de Desenvolvimento Agrário (SDA) e EMATERCE.

Participaram do evento o secretário adjunto da SDA, Antônio Rodrigues de Amorim, o presidente do IDT, Francisco de Assis Diniz, o representante da UFC, Osmar de Sá Pontes, e os seguintes palestrantes: Nicolas Arnaud Fabre (Doutor em Recursos Hídricos e Mestre em Economia do Desenvolvimento Agrícola), Fernanda Freire (educadora e coordenadora de Projetos de Permacultura, em Escolas Rurais do Ceará), Wilkson Gondim (educador Agroflorestal), e Daniel Aguiar Camurça (EMATERCE), dentre outros.

Boas Práticas - Autoavaliação


Na Escola Antonio Julião Neto, na Comunidade Rural Areré no município de Barreira, que fica a 73 quilômetros de Fortaleza-CE, os trinta e três educandos do Projovem Campo - Saberes da Terra, participaram de uma atividade autoavaliativa, ministrada pela educadora da área de Ciências Humanas, Ana Claúdia. Consistia em uma reflexão através da imagem de diversas crianças subindo em uma árvore e com qual delas tivessem identificação, fazendo a seguinte pergunta: "Como me vejo no Programa Projovem Campo - Saberes da Terra?" A educadora ficou muito feliz com o resultados, pois grande maioria acreditava que havia melhorado sua qualidade de vida através do Programa.
Disponibilizamos o material para
download para ser replicado em outras turmas.
O artigo da Revista Nova Escola N° 230 / Março de 2010: Autoavaliação: como ajudar seus alunos nesse processo, nos traz a compreensão de vermos a autoavaliação como uma reflexão sobre o próprio desempenho, e que é um meio eficiente para o aluno aprender a identificar e corrigir seus erros. Nesse caminho, o papel do educador é essencial. Portanto devemos estar atentos a alguns equívocos, dos quais os mais graves são a falta de acompanhamento e intervenção do professor. "Após o aluno refletir sobre o que e como aprendeu, o professor deve realizar um conjunto de ações para modificar o que está inadequado", afirma Leonor Santos, docente da Universidade de Lisboa, em Portugal, e especialista no assunto. "O objetivo é levar o estudante a confrontar seu desempenho com o que se esperava e agir para reduzir ou eliminar essa diferença."

Os principais equívocos na autoavaliação

Deixar o aluno dar a sua própria nota
É algo que nada acrescenta à aprendizagem. Ainda que seja adequado esclarecer os conceitos que justificam a nota, estabelecê-la é tarefa que cabe apenas ao professor.

Fazer perguntas genéricas
Questões como "O que você aprendeu nesse semestre?" e "Como avalia sua aprendizagem?" dão margem a respostas vagas. Quanto mais específicas as indagações, mais o estudante consegue se focar no que precisa avançar naquele momento.

Dizer os resultados sem comentar
Não adianta arquivar tudo sem se deter no que foi observado pelos alunos. A autoavaliação serve como uma maneira de promover a autorregulação. Especialmente no início, o professor tem um papel essencial nesse processo, debatendo as reflexões de cada estudante e mostrando as dificuldades que passaram despercebidas.

Deixar tudo para o fim do bimestre
Definir um único momento para o aluno pensar em toda a sua caminhada torna a reflexão mais superficial. É preciso identificar quais pontos têm de ser melhorados e abordá-los de maneira objetiva ao longo de todo o aprendizado.
Retirado de Revista Nova Escola. Edição 230/Março de 2010

Para ler este artigo completo, acesse o site da Revista Nova Escola ou clique aqui.

Relato de Vida - Janderson Aparecido de Souza Ramos, o Zé do Trator

Janderson Aparecido de Souza Ramos, 21 anos, é aluno do ProJovem Campo - Saberes da Terra da Comunidade Rural Palestina, localizada no município de Mauriti, distante a 541 quilômetros de Fortaleza, capital do Ceará. Cursou até o 5° ano do Ensino Fundamental e era dependente químico e alcóolatra, hoje recuperado, o jovem tem se sentido motivado a perseverar em sua nova condição e nos conta que o programa tem contribuído com sua nova caminhada.

Janderson é muito aplicado aos seus estudos e escreveu o texto "Zé do Trator" na aula de Linguagens e Códigos, ministrada pela professora Ilza, que nos enviou o texto.

"Zé do Trator" nos conta uma de suas experiências de vida e nos dá uma lição de solidariedade. As expressões do texto não foram alteradas, revelando as descobertas da escrita que este jovem tem conquistado.

Olá! Meus queridos amigos do Projovem Campo - Saberes da Terra.

Meu nome é Zé do Trator. Nasci no sertão do Ceará.
Meu pai Sebastião me ensinou essa profissão e com ele aprendi muitas coisas, agradeço muito a ele por ter me ensinado que para viver neste mundo precisamos ser: educados, humildes, corajosos e persistentes. Que Deus o tenha!
Vou lhes contar um trisquinho de minha história. Como já lhes disse, sou o Zé do Trator. E vivo arando a terra.
Semana passada chegou-me um amigo e me disse que precisava tombar sua terrinha. Porque o inverno já se aproximava, mas agora no momento não tinha nenhum tostão para me pagar.
– Tudo bem Seu João. Irei até lá e fazerei o serviço e depois nos acertamos.
E no dia seguinte fui a terra de Seu João e fiz o combinado. No dia seguinte me chegou um outro amigo, Seu Chico, que tinha também um pedaço de chão que precisava ser tombada, também para o plantio.
– Oi Zé! Tudo bom?
– Tudo Seu Chico. O que precisas?
– Zé, eu tô precisando de fazer minha terrinha, mas eu só tenho a metade do dinheiro. Porque dias atrás tive que comprar uns remédios de meu filho Gustavo, e o que me sobrou foi só isto.
– Tudo bem Seu Chico pode ficar despreocupado, estarei lá!
E no dia seguinte, lá vai o Zé todo contente e disposto a ajudar o seu amigo. Terminou o seu trabalho, cumpriu sua palavra como de costume e voltou para casa normalmente como uma pessoa simples e comum!
Lá chegando, como de costume, abraçou seu filho Marquinhos e deu um beijo em sua esposa Suzany.
Assim, Zé ia levando a sua vida humildemente e tinha muito prazer em ajudar o seu próximo. Com o passar do tempo, seu filho Marquinhos adoeceu e Zé estava desesperado por não ter dinheiro o suficiente para a medicação do seu filho Marquinhos. Pois os tratamentos lhe saíram muito caros. E Zé teria que vender sua única ferramente de trabalho. Que embora tivera ganhado de seu pai, que lhe ensinara a profissão desde mocinho: o seu trator. E Zé gostava muito desse trator.
Mas para um filho nesta situação, qualquer esforço lhe valeria a pena. Dias seguintes, Zé ia passando triste com o seu trator, com aquele desgosto e bem desanimado por ser seu último dia em cima daquilo que ele mais gostava. Porque ia ajudar na recuperação do seu único filho Marquinhos, afinal de contas era mais que sua obrigação ajudar seu filho. Ainda menor de idade com apenas 09 anos e sete meses. Mas Zé viveria do quê, se se desfizer de seu trator? Mas não! Não pensou duas vezes.
Um rapaz que via passando, jovem filho de um fazendeiro rico da cidade que Zé conhecia desde pequeno. E Zé fazia muito tempo que não o via. Quando viu Zé vindo em sua direção distraído e chateado, gritou por Zé duas vezes.
– Zé! Ô Zé! Lembra-se de mim?
– Lembro sim! Como você cresceu, hein rapaz!
– Zé estou percebendo algo de errado em você. O que houve?
– É rapaz, meu filho está doente e eu vou ter que vender meu único meio de sobrevivência, meu trator.
– Zé você lembra quando nós era pobre e que muitas vezes você ajudou a gente neste mesmo trator?
– Lembro.
– Pois pode ficar despreocupado. Eu mesmo vou dar um jeito nesta situação
E perguntou a Zé, quanto era preciso para ajudar. Zé, meio que sem graça disse o valor ao rapaz. Para vocês vê como Deus é justo.
O rapaz disse: – Estou indo no banco agora, Zé vou lhe retribuir o que você fez por nós. E não vai ser preciso vender o seu trator não. Certo, Zé?
– Certo!
Zé ficou muito feliz, pagou o tratamento de seu filho Marquinhos que ficou bom.
E Zé voltou a ter a sua vida e é claro sempre ajudando o próximo. Porque a educação, o respeito e a humildade é a chave da sobrevivência.


Janderson Aparecido de Souza Ramos
Palestina, Mauriti - CE





Janderson e sua mãe Leonice.

Feliz Dia Internacional da Mulher

O Dia Internacional da Mulher, celebrado em a 8 de Março tem origem nas manifestações femininas por melhores condições de trabalho e direito de voto, no início do século XX, na Europa e nos Estados Unidos. A data foi adoptada pelas Nações Unidas, em 1975, para lembrar tanto as conquistas sociais, políticas e económicas das mulheres como as discriminações e as violências a que muitas mulheres ainda estão sujeitas em todo o mundo.

Registramos a nossa homenagem a todas as mulheres guerreiras que fazem o Projovem Campo - Saberes da Terra, sejam elas, alunas, educadoras, formadoras ou técnicas.

À todas vocês os nossos PARABÉNS!!!




Terceiro Encontro Mensal de Formação

Atenção para os locais de formação:

Pólo Itapipoca
Sala Polivalente da Faculdade de Educação de Itapipoca – FACEDI
Endereço: Campus da FACEDI
Av. Monsenhor Tabosa s/n - Itapipoca - Ceará, CEP.: 62.500-000
e-mail: facedi@uece.br
Fones: (88) 36737051 / 36737038

Pólo Sobral
Sala de Projeção da Biblioteca Central da Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA) - Campus da Betânia
Endereço:Av. da Universidade, 850 - Campus da Betânia
CEP. 62.040-370 - Sobral – CE
Fone: (088) 3611 6415

Pólo Quixadá
Centro de Educação de Jovens e Adultos (CEJA)
Rua Dom Lucas,760. Bairro: Campo Velho
Referência: antiga FEBEMCE – Escola Municipal
Fone: (088) 3445 1051

Pólo Canindé
Auditório da CREDE 07 - Rua Tabelião Facundo, 395 – Centro
Fone: (031.85) 3343.0612 – Fax: (031.85) 3343.0793/1891






Pólo Iguatu
Auditório da CREDE 16 - Rua 13 de Maio, 55
Fone: (031.88) 3581.0479 –
Fax: (031.88) 3581.0095
E-mail: crede.16@zaz.com.br

Pólo Horizonte
Faculdade de Educação da UFC – NUPER Sala Seminário 01
Rua Marechal Deodoro, s/n - Benfica
Fone: (085) 3366 7435

Pólo Crato
Sede da Fetraece
Rua José Silva Santos S/N - Bairro Parque Recreio (próximo a Asa)
Fone: (88) 3521 2426, falar com Zildete Costa.






Programação do III Encontro Mensal de Formação

PERÍODO: 01 a 03.03.2010
CARGA HORÁRIA : 24 horas

01.03.2010
Manhã
Acolhida: Música
Escuta e síntese escrita do Tempo Escola e Tempo Comunidade (dinâmica: Caminho)
Fazer levantamento/sistematização dos conteúdos estudados de cada área de conhecimento.
Tarde – Aprofundamento Currículo Integrado – Escuta e síntese.
Resenha e Analise Crítica aos elementos didático pedagógico.

02.03.2010
Manhã

Exibição de vídeo Paulo Freire
Aprofundamento e reflexão sobre a prática freiriana no ProJovem Campo

Tarde
Pesquisa como principio educativo e formador (como mediador de pesquisa em sala de aula).(p 25 à 28 /do Livro Percurso Formativo)
Atividade do Tempo Comunidade – Leitura da Pedagogia do Oprimido, divisão de capítulos por município. Devolução em forma de Seminário. Orientação para realização de estudo em grupo durante o tempo comunidade.

03.03.2010
Manhã e Tarde

Planejamento dos meses de março e abril
Tema: I Eixo Temático: Agricultura Familiar, cultura,identidades,etnia e gênero
Passos:
1) Reflexão sobre os quatro temas estudados
2) Definição de atividades a partir dos temas
3) Definição dos conteúdos – revisão da ficha pedagógica para identificação de conteúdos ainda não trabalhados (p.30 Percurso Formativo)
4) Elaboração de avaliação dos conteúdos por área de conhecimento para os 2 bimestres: novembro e dezembro de 2009; janeiro e fevereiro de 2010
5) Sugestões de Projetos Didáticos.
Ver os projetos do livro do educador.
Sequência didática (Revista Nova Escola):
• Nome do Projeto
• Tema
• Objetivo Geral
• Objetivos por áreas de conhecimento
• Conteúdos
• Tempo estimado
• Material necessário
• Desenvolvimento
• Avaliação/Culminância






Boas Práticas - Aula de Campo sobre Linfadenite Caseosa

Iniciando o espaço para Boas Práticas, apresentamos uma aula de campo realizada no Assentamento Transval em Canindé-Ce. O educador agrário, Cesário Rodrigues, convidou a veterinária Carliele para a realização de uma microcirurgia em uma cabra que sofria do "Mal do Caroço", nome popular dado a doença Linfadenite Caseosa.
Atentamente, os alunos acompanharam o processo da cirurgia em uma das casas da vizinhança da Escola Cirilo Martins de Sousa.

Um pouco sobre a doença...

A Linfadenite Caseosa (LC) é uma doença infecto-contagiosa causada pela bactéria Corynebacterium pseudotuberculosis.
Acomete caprinos e ovinos e caracteriza-se pela formação de abscesso(s) contendo pús de cor amarelo-esverdeado e consistência tipo queijo coalho. A doença apresenta-se em duas
formas a superficial e a visceral. Os abscessos localizam-se, inicialmente, nos linfonodos superficiais, podendo ser na região da mandíbula, abaixo da orelha, na escápula, no crural, e na região mamária. Apresenta-se, também, nos gânglios internos (mediastínicos, torácicos) e órgãos como os pulmões, o fígado e, em menor escala, o baço, a medula e o sistema reprodutivo. Além
dos caprinos e ovinos, esta enfermidade causa linfangite ulcerativa em equídeos e abscessos superficiais em bovinos, suínos, cervos e animais de laboratório.
O Nordeste é a região brasileira onde observa-se a maior frequência deste enfermidade, devido à grande concentração destes pequenos ruminantes, da vegetação contendo espinhos e
da falta de orientação adequada aos criadores de caprinos e ovinos, quanto à sanidade de seu rebanho. Estes fatores são de grande relevância na transmissão e disseminação desta patogenia.
Para a caprino-ovinocultura nacional trata-se de um sério problema, com perdas econômicas evidenciadas através da diminuição de produção de leite, da desvalorização da pele devido
às cicatrizes, ao custo das drogas e da mão de obra para tratar os abscessos superficiais. As perdas na produção são observadas quando o linfonodo afetado está localizado em áreas específicas (mandíbula, região crural, úbere), diminuindo as atividades normais do animal, como a mastigação, a locomoção no pasto, a procura de alimentos e a lactação. Na forma visceral, a doença atinge órgãos o que resulta no emagrecimento, na condenação de carcaças e na morte do animal.



Compartilhe suas experiência enviando fotos, vídeos, relatos e histórias de sucesso para o seu técnico responsável.

Culminância do 1° Ciclo em Itarema


O QUE FOI O EVENTO?

Sábado dia 20 de fev/09 os alunos do PROJOVEM CAMPO - Saberes, do Núcleo de Itarema realizaram uma culminância de fechamento do 1° Ciclo de suas atividades. O evento aconteceu na Escola Indígena Maria Venâncio, localizada na Aldeia Indígena Tremembes de Almofala. O evento foi organizado pelos educandos (as) e educadores (as) e contou com o apoio do Líder Indígena Cacique João Venâncio.

A partir dos temas integradores; Identidade, Cultura, Gênero e Etnia, os alunos da comunidade indígena em conjunto com os do Assentamento Lagoa do Mineiro desenvolveram e realizaram atividades para mostrar a grande diversidade cultural de suas comunidades bem como o resultado das práticas pedagógicas em sala de aula.

A Culminância foi de suma importância para a comunidade e alunos, pois se envolveram na organização e execução do evento de forma coletiva e organizada legitimando assim a valorização das tradições culturais locais.

Na ocasião houve a abertura com a participação do Cacique João Venâncio, da Equipe Pedagógica da Coordenação Executiva Estadual do Programa e representando o IDT: Eva Amorim, Socorro Costa, Nathalia Milhome, da Analista do Pólo de Sobral Andréa Urçulino, do Educador Agrário José Wilson e da diretora da Escola Indígena Maria Venâncio, Aurineide.

Programação:

Grupo de Batucada;
Formado por jovens e alunos do Programa PROJOVEM CAMPO – Saberes da Terra

Grupo de Drama
Formados por senhoras camponesas e jovens alunas do Programa

Leitura de poemas e história da tribo;
Poemas de autoria dos alunos do Programa sobre natureza e luta pela terra

Apresentação Musical;
Aluna cantora, composições próprias.

A dança do Caçador
Formado pelo cacique e idosos da comunidade indígena

A dança do Torém;
Formado por jovens e idosos da comunidade indígena

Exposição de Artesanantos
Colares, brincos, pulseiras, cocás indígenas.

Salienta-se que os alunos do Assentamento Lagoa do Mineiro fazem parte do projeto cultural “Nós Artistas da Vida” que tem como objetivo incentivar a nova geração a dar continuidade às tradições culturais do local como os: dramas, os tambores, reisados, literatura de cordel, o Torem e o artesanato produzido com elementos da natureza (sementes, búzios, coco, barro, pinturas, dentre outros). O projeto tem apoio da Prefeitura de Itarema, Governo do Estado do Ceará, MST, INCRA e SEBRAE.

O QUE É O TOREM?

É uma dança de roda, acompanhada por canções que misturam palavras em português com palavras de origem indígenas na forma de quadras. No centro do círculo, fica um ou dois dançarinos, os toremzeiros, que dançam por meio de passos compassados e alguns razoavelmente estilizados. Os dançarinos são acompanhados pelo som do maracá. Ao longo da dança, os dançarinos consomem uma bebida fermentada de caju, conhecida como mocororó. Os Tremembés mantêm a dança do torém como sua expressão cultural mais singular.

por Socorro Costa, Técnica do Pólo Sobral.



A professora Ivaniza Martins convida a mesa: (da esquerda para a direita) Andréia Urçulino - Analista Pólo de Sobral, Socorro Rodrigues - Técnica do IDT, Cacique João Venâncio, Nathalia Milhome - Técnica IDT, Evany Amorim - Técnica do IDT e Al - Diretora da Escola Indígena Maria Venâncio.

Alunas e alunos das comunidades Tremembés de Almofala e Assentamento Lagoa do Mineiro apreciam a festa ao som dos músicos locais.

O aluno Michel com a técnica do IDT, Socorro Rodrigues.


Músicas da terra executadas brilhantemente pelo Grupo de Batucada da Lagoa do Mineiro.


Seu Raimundo conduzindo alegremente a embolada da Dança do Caçador.


O pajé-mirim realiza a Dança do Torém.


O momento de consagração da Dança do Torém se dá ao compartilhar do mocororó, bebida típica indígena feita a partir do caju.

As dramistas da Lagoa do Mineiro realizaram o momento cômico do festejo.


Fotos: Webster Carneiro